quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

GoodBye!


   Um dia disseram-me que dois meses não era nada, dois meses eram só ensinamentos para quem tem apenas 15 anos, para quem tem a vida inteira pela frente e eu não quis escutar, afinal, quando se está apaixonado e sofrendo por amor dificilmente escutamos os conselhos de alguém, por mais que as pessoas estejam certas.
   Disseram-me várias coisas, e eu vi várias coisas, mas para quem estava apaixonada, foram os melhores dois meses da vida de uma mera adolescente, aqueles dois meses do primeiro namoro aceito pelos seus pais e todas essas histórias. Dizer que não foi verdadeiro pelo menos da minha parte, vai ser mentira e por isso esses ‘dois meses’ foram tão especiais e difíceis de esquecer.
  Pobre de mim. Coitada de mim. Tão inocente. Tão ingênua.
  Que bom que o tempo passou e me ensinou que dois meses não são absolutamente nada, além de aprendizados, como todos me disseram um dia e eu não quis escutar, estava surda de paixão e de esperanças. Ah, as esperanças, às vezes tão cruéis, às vezes tão importantes.
  Aprendi que o que nós tivemos foi só uma passagem na vida de nós dois, coisa passageira, coisa de adolescente. Tudo isso passou, ainda sinto tua falta, nossa e como sinto. Mas a partir de hoje, decidi que não vou mais sentir sua falta – tenho recaídas de saudade ainda que acabam comigo. Mas vai passar como tudo passa e como tudo sempre passará.
  Decidi que não importa a quantidade de meses, o que já terminou tem que ter um ponto final, sempre. E não apenas reticencias – como na maioria dos meus textos, que nos finais sempre esperavam a tua volta. Espero não ter mais recaídas de saudade, pois afinal, dois meses não podem deixar tantas marcas assim e essa “experiência” já acabou faz tempo pra você. Só faltava eu, para cair realmente na real.
  Portanto, hoje, deixo para trás aqueles dois meses e sigo minha vida, até encontrar outros dois meses – que espero durar mais de dois meses – espero ser tão feliz quanto e eu sei que eu posso, e eu for embora e deixar isso tudo para trás.
 Adeus dois meses! 

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